,POLITICA NACIONAL DE IMUNIZAÇÃO DOS EUA
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos anunciou oficialmente, nesta segunda-feira, 6 de outubro, uma revisão histórica em sua política nacional de imunização, sob a liderança do secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr..
As mudanças, aprovadas pelo Comitê Consultivo de Práticas de Imunização (ACIP) em setembro e ratificadas agora pelo CDC, encerram a recomendação universal de reforços da vacina contra a COVID-19 para adultos e alteram as orientações sobre a aplicação combinada de vacinas em crianças pequenas.
A partir das novas diretrizes, o CDC recomenda que crianças com menos de quatro anos não recebam a vacina contra catapora (varicela) combinada com a tríplice viral (MMR) – que protege contra sarampo, caxumba e rubéola – na mesma aplicação. A decisão foi tomada após a agência confirmar estudos ,que mostram um pequeno aumento no risco de convulsões febris quando as doses são aplicadas juntas na formulação combinada (MMRV).
A orientação é que os pediatras administrem as vacinas separadamente, com intervalo seguro entre as aplicações, sem alterar o calendário geral de imunização.
A mudança mais significativa, porém, diz respeito à vacinação contra a COVID-19. O CDC revoga a diretriz de 2022 que recomendava reforços universais e substituiu-a por um modelo de “decisão compartilhada” – isto é, cada paciente, em conjunto com seu médico, deverá avaliar individualmente se há necessidade ou benefício em receber a vacina ou um novo reforço.
A medida marca o fim das recomendações automáticas e padronizadas, adotadas durante a pandemia, e o retorno do consentimento informado como princípio central da prática médica. Em maio deste ano, o governo já havia retirado as vacinas contra a COVID-19 da lista de imunizações recomendadas para crianças saudáveis e gestantes, reforçando a política de flexibilização que agora se estende a toda a população adulta.
Pela primeira vez em décadas, o CDC abandona o modelo de diretrizes rígidas e centralizadas e adota uma abordagem mais flexível, devolvendo aos cidadãos e às famílias o poder de decidir sobre a própria saúde.
E o Brasil? Ainda insiste em negar às pessoas o direito de escolher.
Fonte: https://x.com/karinamichelin/status/1975226707813507373
